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Telma Da Costa
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No exercício do aprendizado da arte de escrever tenho tido minhas crônicas e poesias requisitadas por muitas pessoas,normalmente depois dos meus shows. Encontrei no blog o veículo ideal para responder a essas solicitações. Sempre que eu tiver algo a dizer estarei aqui de volta. Beijos, Telma Da Costa - Cantora telmadacosta@globo.com Ps- SE VOCÊ QUISER VER TODOS OS TEXTOS DESSE BLOG, POR FAVOR, CLICAR EM "ARQUIVOS", NO FINAL DA PÁGINA Terça-feira, Novembro 30, 2004 Comments: CLEMÊNCIA Telma Costa Estou tão cansada... Por favor, não me toque, Por favor, me deixe em paz, Me deixe aqui no meu canto, Me deixe só com o meu pranto. Por favor, clemência, Que eu já conheço essa estrada, E guardo ainda nos pés As cicatrizes do caminho. As pedras que me cortaram Ainda estão tatuadas com meu sangue. Não quero amor, Não quero amar, Quero apenas respirar. Tenho a alma minguada, Marejada, de tanto chorar. Por favor, clemência! Por Deus, se afaste de mim, Que o meu desejo se acende, Minha boca já deseja a sua, Minha cabeça quer aconchego em seu colo, E os meus olhos já sentem falta dos seus. Por Deus, clemência, Que eu não posso mais. Eu só preciso de paz _Que todo o resto é fugaz! postado por: Telma Da Costa telmacosta@globo.com Comments: Comments: Em que homem se tornou o garoto que eu amei? Telma Costa Às vezes tenho curiosidade de saber em que homem se tornou o garoto que eu amei em minha adolescência perdida, no tempo da minha inocência. O tempo passou, meu estilo mudou, meu cabelo mudou, meu jeito mudou... melhorou. Só o olhar, que nunca muda, continua o mesmo. Eu me lembro dos seus olhos muito azuis, e me lembro do seu olhar, que certamente não mudou... Me lembro dele chegando e meu coração disparando. Batia tão forte que, pra disfarçar, eu colocava a mão no peito, na blusa branca que eu usava. Me lembro do sorriso largo que eu dava com a sua chegada. E do quanto, logo em seguida, eu ficava muda. Estatelada. O mundo parava à minha volta, sem som, sem movimento. Só existia a voz dele, a sua doce voz naquele sorriso tão doce. E naqueles poucos minutos eu não conseguia fazer absolutamente nada que mostrasse toda a paixão do meu coração. Me lembro das cartas que eu aguardava, ansiosa, toda semana. Escrevíamos um pro outro semanalmente e nunca sequer uma palavra foi dita sobre aquele amor que eu tinha por recíproco. Hoje eu me pergunto se ele teria percebido. Será que, ao menos por um segundo, o meu olhar triste não denunciou uma só faísca do amor que consumia o meu peito? Será que, por um momento sequer, o meu olhar não denunciou o grande e profundo amor que explodia em mim? Disso nunca saberei... O tempo passou, ele se casou, eu também, eu me separei, ele não, ele tem filhos, eu não, eu moro na capital do samba e ele não. Será que ainda temos alguma coisa em comum? Será que ele é feliz? Conjecturas ... Tenho curiosidade de saber em que homem se tornou o garoto da minha adolescência querida, da minha inocência perdida. postado por: Telma Da Costa telmacosta@globo.com Comments:
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